Retorno ao escritório e o custo de perder quem você treinou
Dados de 2025 mostram que 52% dos trabalhadores cogitam trocar de emprego se a flexibilidade cair. Para locadoras, a conta é mais cara do que parece.

Em 2025, 63% dos profissionais brasileiros já trabalham presencialmente, e 79% deles dizem que a decisão veio da empresa, não deles. A pesquisa da WeWork com a Offerwise também registrou que 52% dos trabalhadores cogitariam mudar de emprego se a flexibilidade fosse reduzida, e que 54% dos próprios gestores enxergam nessa exigência um risco real de perda de talentos.
Para quem gere uma locadora, esses números têm consequência direta. O setor de Rental opera com equipes enxutas e funções que exigem formação específica, do gestor de frota ao analista de crédito, do consultor comercial ao responsável pela devolução e vistoria. Perder uma dessas pessoas para um concorrente que oferece dois dias a mais de home office não é problema de RH: é custo operacional, é prazo de reposição, é perda de conhecimento que levou meses para se acumular.
A disciplina Liderança e Gestão de Pessoas, do Núcleo Comum do MBARental, é conduzida pelo Mestre Mário Oliveira, da MODHO Consultoria, e trata exatamente disso: como estruturar políticas de gestão que retenham quem a operação depende, sem abrir mão da produtividade que o negócio exige. O dado da Robert Half reforça o ponto: 65% dos profissionais apontam o deslocamento como principal desvantagem do presencial, e 53% relatam que as despesas com a ida ao escritório aumentaram. Uma locadora que ignora isso na hora de definir sua política de presença está, na prática, transferindo custo para o bolso do funcionário.
O que a pesquisa também mostra é que as empresas que voltaram ao modelo presencial não abriram mão de justificativas: 68% citam fortalecimento da cultura corporativa, 63% falam em melhora na comunicação e 50% apontam aumento de produtividade. Esses argumentos têm peso, só que precisam ser acompanhados de contrapartidas concretas, benefícios, clareza sobre expectativas e critérios transparentes, porque sem isso o discurso da cultura soa vazio para quem está pagando mais para chegar ao trabalho.
O Mestre Mário Oliveira traz para a sala de aula casos de locadoras que reconstruíram suas políticas internas depois de perder profissionais-chave em janelas de crescimento acelerado. A pergunta que ele coloca não é se presencial ou remoto, é como a liderança sustenta o compromisso de quem fica quando o mercado oferece alternativas do lado de fora.
O MBARental tem formatura marcada para 17 de agosto de 2027 e reúne Mestres com atuação direta no setor, de empresas como MODHO Consultoria, Kibra Consultoria, MIT Locadora e Casa do Construtor, entre outras. Se você quer entender como o programa é estruturado e o que cada trilha entrega, acesse o site do MBARental.
Leia a notícia original em: https://inforental.com.br/enfraquecimento-do-home-office-52-mudariam-de-emprego-por-flexibilidade/
