MBARental: Unindo os Mundos da Locação para um Setor Mais Forte e Inovador
O MBARental veio para somar, não para dividir: a visão de um setor conectado.

O MBARental veio para somar, não para dividir
Talvez uma das perguntas mais importantes que possamos fazer hoje seja também uma das mais simples:
O que é, afinal, o setor de Rental?
É locação de automóveis?
É gestão de frotas?
É locação de máquinas, plataformas, geradores e equipamentos?
Ou existe algo maior conectando todos esses mundos?
Depois de mais de três décadas vivendo a locação, tenho cada vez mais convicção de que o Rental não pode mais ser definido pelo ativo que está sendo alugado.
Um carro entrega mobilidade.
Uma plataforma elevatória entrega acesso.
Um gerador entrega disponibilidade de energia.
Uma escavadeira entrega capacidade produtiva.
O ativo muda. A lógica econômica permanece.
Capital investido, utilização, disponibilidade, manutenção, risco, pricing, contrato, tecnologia, valor residual, desmobilização e retorno sobre o capital.
Essa é a verdadeira gramática do Rental.
E foi exatamente dessa percepção que nasceu o MBARental.
Não para ocupar o espaço de ninguém. Muito menos para decidir quem pode ou não pode ensinar alguma coisa ao setor.
Nasceu porque acredito que ainda temos muito para aprender.
E porque educação, quando é séria, nunca deveria ser tratada como um território escasso.
Talvez estejamos olhando o Rental por uma janela pequena demais
Edgar Morin escreveu sobre um dos grandes problemas da educação contemporânea: a fragmentação do conhecimento.
Aprendemos a compreender as partes, mas frequentemente perdemos a capacidade de enxergar o sistema que conecta essas partes.
Isso acontece também dentro das empresas.
O financeiro conhece o capital.
A operação conhece o ativo.
O comercial conhece o cliente.
A manutenção conhece a máquina.
O problema começa quando cada área acredita que sua parte explica o negócio inteiro.
E talvez estejamos fazendo algo semelhante com o próprio Rental.
Durante décadas, desenvolvemos mercados extremamente especializados. Isso foi necessário e produziu conhecimento extraordinário.
Mas especialização também cria paredes.
Quem vive locação de automóveis conversa predominantemente com locação de automóveis.
Quem vive equipamentos conversa com equipamentos.
Quem trabalha com caminhões conhece caminhões.
Quem opera plataformas conhece plataformas.
Mas o que aconteceria se esses mundos começassem a conversar mais?
Essa pergunta está no coração do MBARental.
Por isso existem duas trilhas
Mobility e Equipment não foram criadas apenas porque existem públicos diferentes.
Foram criadas porque acreditamos que existem dois grandes universos que têm muito mais a ensinar um ao outro do que normalmente imaginamos.
Na Mobility entram automóveis, frotas, assinatura, motocicletas, caminhões, gestão do ativo, jornada do aluguel, pricing e transformação da mobilidade.
Na Equipment entram máquinas, linha amarela, plataformas, geradores, custo horário, disponibilidade, manutenção preditiva, segurança, SLA e contratos técnicos.
Antes delas existe um Núcleo Comum.
Depois delas, voltamos a reunir os alunos em temas como estratégia, crescimento, governança, ESG, sucessão, M&A e futuro do Rental.
Essa arquitetura traduz uma convicção.
Não queremos apagar as diferenças entre os segmentos. Queremos aprender com elas.
Porque talvez uma locadora de automóveis tenha algo importante para aprender com a obsessão por disponibilidade encontrada no Rental de equipamentos.
Talvez uma locadora de equipamentos possa aprender com a mobilidade sobre digitalização, experiência do cliente, canais, recorrência e pricing.
Talvez o custo da máquina parada tenha algo a ensinar para quem administra uma frota de milhares de veículos.
E talvez a experiência quase sem atrito que o consumidor começou a exigir na mobilidade tenha muito a ensinar para mercados historicamente mais técnicos.
Joseph Schumpeter associava inovação à criação de novas combinações.
Às vezes o próximo salto de uma indústria não nasce quando ela olha ainda mais profundamente para si mesma.
Nasce quando olha para o lado.
Educação não deveria construir muros
Cursos de curta duração são importantes.
Treinamentos técnicos são importantes.
Eventos são importantes.
Universidades são importantes.
Associações, empresas, consultorias, professores independentes e programas executivos podem contribuir de maneiras diferentes para a formação de um setor.
Não vejo contradição nisso.
Vejo maturidade.
Porque conhecimento não funciona como participação de mercado.
Quando alguém aprende mais, ninguém precisa aprender menos.
Quando nasce uma nova escola, as outras não precisam desaparecer.
Quando surge uma nova maneira de enxergar um problema, o setor ganha uma oportunidade de confrontar suas próprias certezas.
E talvez seja justamente disso que mais precisamos.
O Rental brasileiro cresceu enormemente em tamanho, capital, tecnologia e relevância.
Agora precisa crescer também em repertório.
Precisamos discutir inteligência artificial e ainda discutir manutenção.
Precisamos falar de experiência do cliente e custo de capital.
Precisamos entender automóveis e máquinas.
Precisamos aproximar executivos que talvez estejam enfrentando o mesmo problema, mas utilizando palavras diferentes para descrevê lo.
Somar não significa fazer mais do mesmo.
Somar significa acrescentar uma perspectiva que antes não estava na mesa.
É isso que buscamos com o MBARental.
Não construir uma escola sobre carros.
Nem uma escola sobre equipamentos.
Mas construir um ambiente onde possamos estudar aquilo que existe por trás dos dois.
A lógica do Rental.
Porque talvez o futuro deste setor não pertença a quem souber mais sobre um determinado ativo.
Talvez pertença a quem conseguir compreender as conexões entre todos eles.
E esta é a provocação que deixo:
o MBARental não divide o Rental em duas trilhas.
Usa duas trilhas para mostrar que o Rental é muito maior do que imaginávamos.
Julian Gritsch
Idealizador e Reitor do MBARental
