Sete lançamentos até 2026 e o que o gestor de frota precisa calcular
BYD, Fiat, Chevrolet e GWM chegam com modelos eletrificados e híbridos. A decisão de compra começa muito antes da concessionária.

Sete modelos novos com previsão de chegar ao Brasil até o fim de 2026, entre eles o BYD Atto 2 DM-i Flex com autonomia elétrica de 110 km, o Chevrolet Captiva PHEV produzido no Ceará e o BYD Mako saindo da fábrica de Camaçari, mudam o cardápio disponível para quem vai renovar ou expandir frota. O Fiat Argo X vem de Betim. O Jaecoo 5 HEV traz motor 1.86 combinado a elétrico. O GWM Haval H7 chega com 224 cv. A lista é longa e os números das especificações ficam bonitos no papel, só que comprar frota com base em ficha técnica é o caminho mais curto para uma surpresa ruim no valor residual.
A pergunta que o gestor precisa responder antes de qualquer pedido de proposta é simples: esse ativo paga o custo de aquisição dentro do ciclo de uso que eu consigo entregar ao cliente? Uma autonomia elétrica de 110 km em modo híbrido soa bem até o momento em que a locadora descobre que o perfil de uso da sua carteira exige recargas que a infraestrutura local ainda não suporta. O Captiva PHEV, por exemplo, tem motor 1.86 com 197 cv combinados, o que coloca o custo de aquisição em faixa diferente do flex convencional, e isso muda a equação de precificação da diária.
No MBARental, a disciplina Gestão dos Ativos Compra e Venda da trilha Mobility, ministrada pelo Mestre Prof André Ricardo da FLEET INTER, trabalha exatamente esse cálculo: ciclo do ativo, ponto de venda, depreciação projetada e impacto no resultado da operação. A questão não é se o modelo é bom no mercado de venda ao consumidor. A questão é o que acontece com ele quando a locadora precisar desfazer a posição, e quanto desse valor residual já estava precificado no contrato de aluguel desde o primeiro dia.
A eletrificação da frota também entra na disciplina ESG, Circularidade e Transição Energética, dos Integradores, com a Mestre Ana Paula Miranda do Grupo Emtel. Ali o debate sai da ficha técnica e vai para o planejamento de longo prazo: qual é o custo total de propriedade de um híbrido plug-in em uma frota de 45 a 1.000 unidades, considerando manutenção, infraestrutura de recarga e o ritmo de renovação que o mercado vai impor nos próximos três anos.
O Renault Niagara, picape média com motor 1.86 turbo e 150 cv na versão que chega ao Brasil, traz ainda uma camada fiscal que o gestor raramente calcula antes da compra. A Gestão Tributária e Fiscal, disciplina do Núcleo Comum com o Mestre Paulo Henrique Souza da AUDIT Consult, mostra como a tributação sobre diferentes categorias de veículo afeta diretamente a margem, e uma picape carrega alíquotas e regimes distintos dos de um hatch ou de um SUV compacto.
Sete modelos novos até 2026 significam sete decisões de compra com variáveis que a maioria das locadoras ainda não tem processo estruturado para avaliar. Conhecer o programa MBARental e entender como cada trilha trabalha essas decisões é o primeiro passo.
Leia a notícia original em: https://inforental.com.br/veja-7-lancamentos-de-carros-que-devem-chegar-ao-brasil-ainda-em-2026/
