O que um CFO experiente ensina sobre capital em locadoras
Alcebíades Santos da Silva abre a coluna Capital em Movimento com uma pergunta que toda locadora deveria responder antes de comprar o próximo ativo

Alcebíades Santos da Silva tem mais de 30 anos de experiência em finanças, controladoria e estratégia, e a pergunta que abre sua coluna Capital em Movimento é direta: sua locadora sabe comparar o retorno de expandir a frota com o retorno de reduzir dívida ou investir em tecnologia? A maioria das operações que ele descreve não sabe, e é exatamente esse ponto cego que transforma uma empresa lucrativa no papel em uma operação sufocada no caixa.
A lógica que ele propõe é simples de enunciar e difícil de praticar. Cada compra de ativo é uma decisão de alocação de capital, e o critério de avaliação não é o faturamento gerado, é o retorno sobre o capital empregado ao longo do ciclo completo, que inclui compra, utilização, manutenção e venda. Um exemplo hipotético que ele usa no artigo envolve R$ 5 milhões em expansão de frota. O ponto não é o número em si, é a pergunta que vem antes da assinatura do pedido: existe uma alternativa que entrega retorno superior com o mesmo capital?
Essa forma de pensar tem nome dentro do MBARental. Na disciplina Economia e Finanças, trilha Núcleo Comum, o Mestre Roberto Bastos Toffano, da Stellantis Locadora, trabalha exatamente a conexão entre resultado operacional, fluxo de caixa e capital empregado. O objetivo é que o aluno deixe de ler EBITDA como se fosse o único termômetro da saúde do negócio e comece a enxergar o que o caixa confirma ou contradiz.
A disciplina Gestão dos Ativos Compra e Venda, na trilha Equipment, aprofunda o lado prático desse raciocínio. O ciclo do ativo começa na especificação técnica e termina na desinvestimento, e cada etapa carrega uma decisão financeira com consequência direta no retorno. O momento da venda, em particular, define se o custo real do ativo ficou dentro do que a modelagem prometia, e é nessa hora que a maioria das locadoras descobre que a planilha foi otimista.
A disciplina Futuro do Rental e Cenários de Transformação, conduzida pelos Mestres Paulo Esteves, da Nest Rental, e Paulo Miguel Junior, da NS Soluções de Mobilidade, na trilha Integradores, amplia esse horizonte para o ambiente macroeconômico, porque o ciclo de compra de frota não acontece no vácuo. Taxa de juros, custo de capital e demanda por equipamentos se movem juntos, e quem ignora esse ritmo tende a comprar no pico e vender na baixa.
O artigo de Alcebíades Santos da Silva é um gancho útil para qualquer gestor que ainda separa a decisão operacional da decisão financeira. Na prática, elas são a mesma decisão, tomada com informações diferentes dependendo de quem assina o pedido de compra. Entender esse encadeamento é o que o MBARental estrutura ao longo das disciplinas de finanças e de gestão de ativos, com Mestres que operam locadoras reais e trazem os números que suas próprias operações produziram.
Se você quer conhecer como o programa organiza esse conteúdo e quem são os Mestres de cada trilha, acesse o site do MBARental e veja a grade completa.
Leia a notícia original em: https://inforental.com.br/capital-em-movimento-artigo-01/
